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O luto

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A morte é para o ser humano uma das experiências mais difíceis de aceitar. É difícil porque deixa clara a condição de criatura da pessoa: por um lado, marca a sua finitude e, por outro, a sua  imprevisibilidade. Porque a morte deixa claro que não somos eternos e que, acima do nosso desejo, da nossa vontade, existe uma vontade superior que decidirá quando teremos que experimentá-la. Defronta-nos com a impotência. Não apenas significa um momento difícil para cada um de nós o fato de aceitar a própria morte, mas também abre um processo de trânsito (tão ou mais) doloroso para quem deve sobreviver à morte de um ser querido. Processo que denominamos luto. Quando vivemos o luto pela morte de alguém que nos é querido, nosso corpo dói, perturba-se nossa personalidade (sentimos pena, inquietações, angústias etc.) e dói a nossa alma (pelo que vivenciamos, como a falta de sentido e o vazio que a perda traz). É uma dor total. Alguns pensam, que o melhor, nesses casos, é esperar que o tempo faça o s

Gratidão

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Não é fácil agradecer quando tudo parece estar contra você. Eu entendo! Mas é um exercício diário... Achar que a vida perfeita é a vida sem percalços é um erro. É o que gera sofrimento, pois traz expectativa e suscita a espera de algo que nunca acontecerá. Ou seja, mais sofrimento para si. Adote a gratidão como postura de vida. E o que isso significa? Bom, você pode começar se abrindo às possibilidades, mesmo que isso lhe traga desconforto. Experimente nomear seus momentos de satisfação, mesmo que seja algo simples como o nascer do sol ou o sorriso de uma criança. E que tal se olhar no espelho e se admirar, agradecer por existir e ser quem você é. Comece por aí, veja como se sai e vai ampliando essa listinha de possibilidades... Elas são infinitas! Janaina de Abreu Gaspar Psicóloga Clínica Terapia de Aceitação e Compromisso Tel. (11) 97261-2698

Aonde está nosso controle?

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Eu sabia exatamente quando vinha a ventania. Aquela que fazia tudo se movimentar... Era fácil identificar. Era o momento mais calmo... Os pássaros se aquietavam, Todos os animais se escondiam, As águas se abrandavam, O mundo parecia abrir espaço para ele... O vento! Por um instante era como se pudéssemos pegar aquele momento com as mãos. Fecho os olhos e ainda sinto o cheiro, O arrepio nos braços, A sensação de que tudo ia desmoronar. Uma fração de segundo e o mar se agitava, As ondas pareciam brigar entre elas, A areia aproveitava para alçar voo Era a natureza no comando! O momento mais sublime... Nossa falta de controle se fazia presente. O medo ganhava espaço, O vento passava e carregava tudo que podia com ele. E, de repente... Tudo se acalmava outra vez Janaina de Abreu Gaspar Psicóloga Clínica

Aceitando emoções

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As pessoas frequentemente acreditam que emoções devem ser controladas ou interrompidas. O aprendizado vem desde cedo, com pessoas que afirmam que somos capazes disso e que deveríamos controlar sensações, pensamentos e sentimentos negativos. Ouve-se declarações do tipo ´pare de se preocupar´ ou ´deixe isso para trás´ sempre que algo acontece. Além do mais, vemos indivíduos controlando seus sentimentos em diversas ocasiões, como em funerais ou em situações de crise, ou pelo menos tentando, postergando, escondendo. E, podemos acabar acreditando que essas pessoas devem, mesmo, sempre tentar controlar emoções. Ao se levar em consideração que provavelmente já passamos por dificuldades com emoções, como ansiedade ou tristeza, em algum momento da vida, os esforços para bloquear esses sentimentos são bastante compreensíveis. Contudo, embora o autocontrole possa funcionar em muitas áreas de nossa vida, há situações envolvendo emoções nas quais isso pode ser difícil ou mesmo impossível

O verdadeiro amor e a aceitação das circunstâncias

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Um senhor de idade chegou a um consultório médico para fazer um curativo em sua mão. Muito apressado, pediu urgência no atendimento, pois tinha um compromisso. O médico que o atendia, curioso, perguntou o que tinha de tão urgente para ele fazer. O simpático velhinho lhe disse que, todas as manhãs, ia visitar sua esposa que estava em um abrigo para idosos, com Mal de Alzheimer em estágio muito avançado. O médico muito preocupado com o atraso do atendimento disse: - Então hoje ela ficará muito preocupada com sua demora! E o senhor respondeu: - Não, ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos que não me reconhece mais. O médico então questionou: - Mas então para que tanta pressa e necessidade em estar com ela todas as manhãs, se ela já não o reconhece mais? O velhinho então deu um sorriso e batendo de leve no ombro do médico respondeu: - Ela não sabe quem eu sou.... Mas eu sei muito bem quem ela é! Autoria desconhecida O verdadeiro AMOR não se resu

Porque eu escolhi estar aqui?

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Pensamentos nos acompanham e, muitas vezes, ditam nossas ações. Ficamos presos à essas armadilhas e se desvencilhar nem sempre é fácil. O comodismo, a zona de conforto e também nossa necessidade de justificar os acontecimentos, fazem com que tais pensamentos ganhem força. Começando este Blog, por exemplo, me surgem pensamentos como: “Para que estou fazendo isso?”; “Quem vai se interessar em ler?”; “Nem sei se entenderão o que quero transmitir”, entre outros... Ora, é o que minha mente está dizendo neste momento. E, lógico, gera um desconforto. E eu quero, por opção, me manter nesta posição? Sim! Escolhi estar aqui. E na ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso), há uma explicação para isso. É o compromisso com nossos valores que nos permite seguir em frente, apesar das adversidades, apesar do desconforto. Como fazer isso? Pare por um instante e respire... preste atenção na sua respiração e seja gentil com você mesmo. Acolha o que surgir. Reconheça sua condição